Catequese

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Profeta, Sacerdote e Pastor

Vocação Batismal

Todos os católicos formam a família de Deus, a Igreja. E a porta de entrada do cristão na Igreja é o batismo.
Por meio desse sacramento, os cristãos são incorporados à grande família de Deus e vocacionados à santidade. De fato, todos nós somos chamados a ser santos, a viver as bem-aventuranças (cf. Mt 5, 1-12). Já afirmava o papa João Paulo II: "A dignidade do fiel leigo revela-se em plenitude quando se considera a primeira e fundamental vocação que o Pai, em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, dirige a cada um deles: a vocação à santidade, isto é, à perfeição da caridade. O santo é o testemunho mais esplêndido da dignidade conferida ao discípulo de Cristo". E nós nos tornamos santos por meio daquilo que realizamos no dia a dia.
Como membro do Povo de Deus, o cristão se torna responsável pela missão primeira da Igreja: anunciar e testemunhar Jesus Cristo à humanidade toda. "Essa evangelização é tarefa de todos os fiéis, chamados em virtude de seu batismo a serem discípulos missionários de Jesus Cristo. De modo especial, o laicato, devidamente formado, deve atuar como verdadeiro sujeito eclesial.
Todo cristão só faz jus a esse nome enquanto acolhe a pessoa de Jesus Cristo e assume sua missão pelo Reino. Só assim ele transforma sua vida, orientando-a pelo estilo de vida do próprio Jesus. A missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. Ela não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, tornando visível o amor misericordioso do Pai, especialmente para com os pobres e pecadores.
Essa missão, portanto, diz respeito a todos os batizados: ao papa, bispos, sacerdotes, religiosos e cristãos leigos. Pelo batismo, os cristãos leigos tornam-se "participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo".
O cristão realiza a sua parte na missão sacerdotal de Cristo à medida que se consagra e consagra tudo o que faz no seu dia a dia a Deus: sua vida familiar, seu trabalho e sua atuação na sociedade. O cristão fala com Deus pela vida de oração, ouve a Deus por meio da escuta da Palavra e santifica tudo aquilo que realiza. Procura conhecer melhor os ensinamentos de Jesus Cristo, sua Igreja, os sacramentos, tudo, enfim, que diz respeito ao crescimento de sua fé. Participa do sacerdócio comum de todos os fiéis, tornando-se ponte entre Deus e seus irmãos de fé, sendo sinal do amor de Deus para as pessoas de sua família, para seus vizinhos, para seus irmãos de comunidade.
A participação na missão profética acontece quando o cristão coloca suas palavras e sua vida a serviço do anúncio de Jesus Cristo a homens e mulheres de seu tempo. Assume a missão evangelizadora da Igreja no lugar em que vive ou, sentindo-se vocacionado, em lugares mais distantes. Essa participação ocorre ainda quando o cristão denuncia tudo aquilo que contraria o projeto de amor de Deus, tudo fere a vida e a dignidade do ser humano, desde a sua concepção até seu fim natural. O cristão não pode se calar e se omitir frente aos erros e males que afligem a vida das pessoas. É cotidianamente chamado a ser profeta, apontando soluções para os problemas que afetam seus irmãos. Deve, por isso, ser uma pessoa atuante na vida de sua comunidade, participando de associações de moradores, conselhos comunitários, sindicatos, organizações não governamentais comprovadamente sérias e de partidos políticos voltados para o bem comum.
A missão real ou pastoral consiste no ordenamento e na organização do mundo para o bem de todos os homens. O cristão deve participar ativamente da organização da sociedade em vista do bem-estar de todos. Preservação do meio ambiente: cuidado com o ar, evitando a poluição, cuidado com a água, combatendo o desperdício; empenho pela construção de estruturas sociais justas, que favoreçam a justiça social, com a equânime distribuição da riqueza entre todos, luta pelo emprego e salário dignos para todos; atuação na defesa dos direitos básicos de moradia, saúde e educação de qualidade para todos; são algumas frentes onde o cristão cumpre sua missão real.
O verdadeiro discípulo e missionário de Jesus Cristo deve ser na paróquia uma pessoa comprometida com seu batismo. Uma criatura nova, que assume em sua vida a função sacerdotal, profética e real de Cristo para a construção de uma sociedade que seja família para todos, onde a vida se manifeste em sua plenitude.
(Do livro "Discípulos e missionários na paróquia", Luiz Gonzaga da Rosa, Paulus Editora)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pedagogia de Jesus

Estes slides são de uma palestra sobre a pedagogia de Jesus Cristo e apresentam de forma sintética o conteúdo. Se você deseja aprofundar-se no tema consulte a bibliografia.













Você pode fazer o download dessa palestra em Powerpoint clicando AQUI.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

O silêncio

Na agitação de nossos dias, na velocidade do tempo de nossa vida, estamos tomados pelo barulho externo e interno e silenciar é algo bem difícil.
Mas o silêncio guarda a intimidade conosco mesmo e com Deus.
Quando conseguimos silenciar nosso corpo, nossos pensamentos, é que encontramos respostas às nossas aspirações e descobrimos as virtudes e valores impressos em nossa alma.

“É no silêncio que germinam os sentimentos que se transformam em palavras, gestos, atitudes e experiências vitais de amor, alegria, paz, justiça, gratidão, fortaleza, liberdade, como também medo tristeza e angústia”. (Liturgia em Multirão - CNBB)

Com Maria, foi no silêncio de sua oração que Deus veio e realizou sua Palavra. Esse silêncio de Maria tornou-se atitude através de seu SIM à vontade de Deus.

O silêncio do qual falo aqui é o silêncio de Deus que não é vazio e sim plena comunicação entre Deus e a pessoa, o silêncio no qual Deus está na Eucaristia, nos templos e em nós a espera de nossa resposta.

“Sempre que temos medo de nós mesmos, temos medo de Deus. E toda vez que fugimos de Deus, fugimos de nós mesmos”. (Frei Patrício, ocd)
O silêncio de Deus é o silêncio do amor que nos move a atitudes de amor.

“Existe uma única língua que se fala na cidade de Deus, a língua da caridade. Os que falam melhor falam em silêncio”. (Thomas Merton)

(Foto retirada do Blog Ocaso Real)

Oração
(Do livro “O barulho que adoece e o silêncio que cura” de Frei Patrício, ocd)

Senhor,
peço-Te o dom do silêncio
de todo o meu ser.
às vezes sinto-me confuso, cansado,
a cabeça parece um ninho de abelhas,
o coração agitado como um mar de tempestade,
os sentidos revoltados, desejosos de se satisfazer.
Necessito, Senhor, silenciar.
Peço-Te, Jesus, levanta a tua mão
como um dia fizeste sobre o mar em revolta
e a calma voltou.
Toca-me, Senhor,
para que volte a paz em mim
e todo o meu ser seja sereno e tranqüilo.
Que não me deixe, Senhor,
levar-me pela violência
e pelo barulho que adoece,
mas pelo silêncio que é amor!
Que Maria, a Virgem do Silêncio,
me ensine a silenciar
para escutar só a palavra de Deus
e as necessidades dos irmãos.
Amém!