Catequese

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Batismo de Jesus

Batismo do Senhor

Reflexão baseada nos seguintes textos bíblicos
1ª leitura: O servo de Deus consagrado para a salvação dos homens (Isaías 42,1-4.6-7) 
Salmo: Sl 28(29) - R/ Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
2ª leitura: O ministério do Salvador começa com o seu batismo (Atos 10,34-38) 
Evangelho: O batismo de Jesus (Mateus 3,13-17)
A água do batismo é símbolo da morte e do renascimento.

As grandes águas
Misteriosas são as águas profundas: nem ruidosas como as da chuva nem em jorros como as das fontes. Na Bíblia, são sempre uma alusão ao abismo primitivo de antes da criação, um símbolo do nada. Foi assim no dilúvio, este retorno ao ponto zero, para o nascimento de uma nova humanidade. Quando os Hebreus atravessaram o mar Vermelho, atravessaram a morte. A passagem do Jordão fará deles um novo povo numa terra nova. O batismo dado por João está impregnado de todos estes símbolos e o que o profeta propõe é de fato um recomeço, um renascimento. Com efeito, é novidade, algo inteiramente novo, tudo o que nos veio trazer Aquele a quem o precursor anuncia. Para acolhê-lo, é preciso ter uma alma virgem, aberta ao desconhecido, ao que jamais foi visto nem ouvido. O batismo nos lava de todo o passado.Está bem, mas será que isso tudo vale também para Jesus? Ele que é o Verbo do começo de tudo não tem nada que recomeçar, e, no entanto, está aí, misturado aos discípulos de João para ser batizado com eles. Pois é neste «com eles» que está a resposta para esta questão. O que chamamos de Encarnação consiste em assumir a condição humana tal como ela foi forjada na história e no jogo das liberdades. Jesus identificou-se, pois, ao homem pecador e irá conhecer o seu destino por inteiro.

O justo e o injusto
Paulo avança mais longe ainda nas fórmulas que expressam esta identificação. Lemos, por exemplo, em 2 Coríntios 5,21: «Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, afim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus.» Mas que estranha justiça esta: o culpado é considerado e, até mesmo, tornado justo, porque o justo assumiu o estado de culpado. E é isto o que surpreende João Batista: «Sou eu que devo ser batizado por ti…» e não o inverso. Pronuncia-se sobre o que seria justo ou injusto. A resposta de Jesus é inacreditável: «Por enquanto, deixa como está, porque devemos superar toda a justiça.» O texto fala em «cumprir»: no Novo Testamento, cumprir é ultrapassar, ir além de tudo o que teria já chegado ao seu término. E isto não acontece sem reviravoltas espetaculares: nunca alguém é tão senhor como quando se faz servidor; quanto mais se quer ser o último, mais se torna o primeiro, etc. Enfim, quanto mais se aceita morrer por amor, mais se aceita a vida indestrutível. Isto tudo é significado, ou anunciado, pelo relato do batismo. É injustamente que Jesus, por amor, desce com os pecadores até as águas do Jordão, águas de morte e de renascimento. É claro que a Páscoa é aí antecipada simbolicamente. Pois é na Páscoa que a justiça de Deus será de fato satisfeita, manifestando-se tal qual é: não justificadora, mas justificante.

Ainda uma epifania
Dissemos no comentário precedente que epifania significa revelação, manifestação. Com os magos, compreendemos que Jesus está aí para a salvação de todos os homens, sem distinção de raça, civilização ou cultura. No batismo, ficamos sabendo que ele é o Filho bem amado de Deus e que tem todo o seu amor. A Tradição viu neste relato da visita dos magos, no relato do batismo e no das bodas de Caná («Assim ele manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele») as três manifestações iniciais da identidade e da missão do Cristo. São prelúdios à Transfiguração. Notemos que só depois do seu batismo, depois de sair das águas e de emergir do abismo mortal, é que Jesus é declarado Filho. O que faz pensar no princípio da Epístola aos Romanos, passagem que era desconcertante para a teologia clássica: Paulo diz que foi “escolhido para anunciar o Evangelho de Deus” e que diz respeito a seu Filho «nascido da estirpe de Davi segundo a carne, estabelecido Filho de Deus com poder por sua ressurreição dos mortos, segundo o Espírito de santidade.» Notemos o caráter trinitário do relato do batismo: é o Pai que fala, pois que designa Jesus como seu Filho; o Espírito vem sobre ele como uma pomba. Impossível deixar de pensar no «sopro de Deus que pairava sobre o abismo» em Gênesis 1 e na pomba que vem anunciar a Noé o recuo das águas mortais, sob o sopro de um vento violento (Genesis 8).

Marcel Domergue, jesuíta (tradução livre de www.croire.com pelos irmãos Lara)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A pesca milagrosa

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

Depois de tê-lo encontrado na sinagoga de Nazaré, vamos agora ter com Jesus às margens do lago de Genesaré. É aí que Pedro, assim como Isaías, é chamado pelo Senhor. E também, como Isaías, Pedro responde "sim". 

Textos deste domingo 
1ª leitura: Revelação do Deus santo e vocação de Isaías (Isaías 6,1-8) Salmo: Sl 137 - R/ Vou cantar-vos ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostrar-me.
2ª leitura: A tradição da fé no Cristo morto e ressuscitado (1 Coríntios 15,1-11 ou 3-8.11) Evangelho: A pesca milagrosa. A vocação dos Apóstolos (Lucas 5, 1-11)

DEUS AGE ATRAVÉS DOS HOMENS. 
Imaginamos facilmente que Deus é quem determina tudo o que acontece neste mundo e em nossas vidas. A Bíblia usa, às vezes, fórmulas que parecem ir neste sentido. Determinadas maneiras de se falar na Providência divina não escapam desta ilusão. Passamos quase sempre muito rápido por um texto como este, da vocação de Isaías (1a leitura), e estamos tão habituados ao relato da pesca milagrosa que já não nos comovemos mais. Há, no entanto, algo de surpreendente neste chamado feito a Pedro. As palavras e os atos de Jesus revelam que tudo o que Deus faz pela humanidade passa através de nós, através de cada um de nós, conforme a nossa generosidade e o nosso gênio. Não é Deus quem diretamente irá pescar homens, mas Pedro e os seus companheiros. Foi Jesus, sem dúvida, quem os escolheu, mas nada poderia se passar sem a livre adesão destes homens. Isto aparece mais claramente ainda na primeira leitura, onde vemos Isaías propor-se a si mesmo para a escolha de Deus: “Aqui estou! Envia-me!” Claro que é Deus que o enviará. Tudo se passa conforme a lógica da Aliança, que é de encontro de liberdades e escolha recíproca. Atenção ao sentido destas últimas palavras: com elas, estamos na linguagem do amor, no vocabulário conjugal. Podemos verificar isto em nossa própria existência: Deus, o Criador, nos faz existir, mas faz isto através do amor de nossos pais que, com toda razão, são chamados de “procriadores”.

O FASCÍNIO DO ENCONTRO 
Pedro e os seus companheiros foram convocados a oferecerem ao Cristo um novo corpo: o corpo de seu segundo nascimento. É preciso levar em conta que este chamado só se deu num segundo momento: veio precedido por uma experiência. O envio de Isaías (1a leitura) também foi precedido por uma teofania fascinante. Mas guardemos este aspecto do fascínio: retornaremos a ele logo adiante. Para Pedro, esta foi uma pesca milagrosa: impensável, em plena luz do dia, e fora do comum, pela quantidade dos peixes recolhidos. Tanto a Pedro como a Isaías, a manifestação divina fez com que ambos tomassem consciência de sua indignidade. Nos dois casos, foi o próprio Deus quem fez com que se tornassem aptos à sua missão. E isto nos revela o sentido de uma experiência que todos temos que viver. Podemos durante muito tempo aceitar as certezas que a fé nos propõe, de forma abstrata e sem qualquer impacto real em nossas existências. Mas um dia, bruscamente, podemos nos dar conta de que tudo isto é verdade e que Ele está aí, em nossa vida: é o fascínio do encontro! De repente, somos tomados pela certeza de que não estamos sós, de que há Alguém, o Outro, que está aqui conosco, para viver junto de nós e em nós a nossa aventura humana. Sem uma experiência deste tipo, a nossa fé corre o risco de ser vivida na modorra de uma obediência passiva aos “dogmas”. Será ligando-nos ao Cristo pelo amor, que alcançaremos a liberdade.

“A VERDADE VOS TORNARÁ LIVRES” 
É notável como Isaías e Pedro passam do medo à fé, passagem que todos temos que fazer e refazer sem cessar. Sublinhemos que o passado duvidoso foi cada vez como que abolido, abrindo-se uma nova estrada para o futuro; futuro de mensageiro para Isaías e futuro de pescador de homens para Pedro e os seus companheiros. “Deixando tudo, eles o seguiram”. Notemos bem que o Cristo não é um mestre entre outros, e que, no fundo, segui-lo não é algo facultativo. Ele, de fato, é o Verbo que dá existência e sentido a todo o universo da criação. Segui-lo é seguir a própria vida. E, mesmo não sendo facultativo, depende, no entanto, de uma escolha de nossa liberdade. De fato, a verdade nos tornará livres, mas sempre temos a possibilidade de escolher a servidão e a morte: “Eis que hoje estou colocando diante de ti a vida e a felicidade, a morte e a infelicidade (...) escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e a tua descendência, amando a Iaweh teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-se a ele” (Deuteronômio 30, 15 e 19-20). Nem Isaías e nem Pedro viveram uma aventura diferente da nossa. Ambos põem em evidência o caminho que todos temos de seguir. A experiência inicial, que faz a nossa vida de fé passar de ser apenas intelectual para real, pode ser tão fulgurante quanto a que cegou Paulo, na estrada de Damasco. Como regra geral, esta experiência se dá quando estamos acabrunhados por não ter conseguido peixe algum, quando desejamos ardentemente alguma outra coisa.

Marcel Domergue (tradução livre de croire.com pelos irmãos Lara)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A morte de João Batista


A morte de João Batista
Leitura Orante


Mc 6,17-29


Pois tinha sido Herodes mesmo quem havia mandado prender João, amarrar as suas mãos e jogá-lo na cadeia. Ele havia feito isso por causa de Herodias, com quem havia casado, embora ela fosse esposa do seu irmão Filipe. Por isso João tinha dito muitas vezes a Herodes: "Pela nossa Lei você é proibido de casar com a esposa do seu irmão!"
Herodias estava furiosa com João e queria matá-lo. Mas não podia porque Herodes tinha medo dele, pois sabia que ele era um homem bom e dedicado a Deus. Por isso Herodes protegia João. E, quando o ouvia falar, ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo.
Porém no dia do aniversário de Herodes apareceu a ocasião que Herodias estava esperando. Nesse dia Herodes deu um banquete para as pessoas importantes do seu governo: altos funcionários, chefes militares e autoridades da Galiléia. Durante o banquete a filha de Herodias entrou no salão e dançou. Herodes e os seus convidados gostaram muito da dança. Então o rei disse à moça:
- Peça o que quiser, e eu lhe darei.
E jurou:
- Prometo que darei o que você pedir, mesmo que seja a metade do meu reino!
Ela foi perguntar à sua mãe o que devia pedir. E a mãe respondeu:
- Peça a cabeça de João Batista.
No mesmo instante a moça voltou depressa aonde estava o rei e pediu:
- Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo!
Herodes ficou muito triste, mas, por causa do juramento que havia feito na frente dos convidados, não pôde deixar de atender o pedido da moça. Mandou imediatamente um soldado da guarda trazer a cabeça de João. O soldado foi à cadeia, cortou a cabeça de João, pôs num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João souberam disso, vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram.


Leitura Orante


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos que circulam pela web:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 6,17-29.
Como aconteceu com Jesus, aconteceu com João Batista. Teve que se defrontar com os poderosos e testemunhar a verdade até com a própria vida. Que cena cruel, horrível, trazer a cabeça de João numa bandeja! Como se fosse um troféu de vitória. Vitória da paixão, do poder, da mentira, do egoísmo, do incesto, da vingança, dos baixos instintos! Repugnante! A vida humana servida durante um banquete, numa bandeja! É a ostentação do mal! No entanto, como Jesus, João Batista não se afastou do projeto de Deus. Só se submeteu a Deus e a ninguém mais. Foi verdadeiramente livre!

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Sou capaz de dar testemunho? Sou coerente com a minha fé? A minha verdade é a verdade de Deus? Tenho e me submeto a outras "verdades"? Deixo-me vencer pelos maus instintos, pela covardia, pela mentira, pelo mal? Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: "Onde eu estiver, aí estará também o meu servo" (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga" (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que têm chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de sua vida. "(DAp 140)

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo a Jesus Mestre, com o bem-aventurado Alberione
Jesus Mestre, santificai minha mente e aumentai minha fé.
Jesus, Mestre vivo na Igreja, atraí todos à vossa escola.
Jesus Mestre, libertai-me do erro, dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.
Mestre, caminho entre o Pai e nós, tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade, tornai-me vosso fiel seguidor.
Jesus caminho, tornai-me perfeito como o Pai que está nos céus.
Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.
Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.
Jesus Vida, fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.
Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus caminho, que eu seja vossa testemunha autêntica diante das pessoas.
Jesus vida, fazei que minha presença contagie
a todos com o vosso amor e a vossa alegria.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo,e pelo esforço de testemunhá-lo no meio em que estou.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 

--
Fr. George Grima
Moviment Missjunarju Gesu fil-Proxxmu
103, Charity Street Victoria VCT1204
Gozo Malta
T. +356 21 556 453
F. +356 21 560 110
E. gfpmta@gmail.com
I. www.maltamission.com

Quando a boca cala, o corpo fala

PENSE NISSO

“Quando a boca cala, o corpo fala”

Este alerta está colocado na porta de um consultório.

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas equívocos, existem semáforos chamados amigos, luzes de precaução chamadas família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada decisão, um potente motor chamado amor, um bom seguro chamado , abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso condutor chamado DEUS.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Leitura Orante: Assunção - Maria visita Isabel


Assunção - Maria visita Isabel
Leitura Orante


Lc 1,39-56


Alguns dias depois, Maria se aprontou e foi depressa para uma cidade que ficava na região montanhosa da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se mexeu na barriga dela. Então, cheia do poder do Espírito Santo, Isabel disse bem alto:
- Você é a mais abençoada de todas as mulheres, e a criança que você vai ter é abençoada também! Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?! Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga. Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse.
A Canção de Maria
Então Maria disse:
- A minha alma anuncia a grandeza do Senhor. O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu Salvador.
Pois ele lembrou de mim, sua humilde serva! De agora em diante todos vão me chamar de mulher abençoada,
porque o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo, e ele mostra a sua bondade a todos os que o temem em todas as gerações. Deus levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos com todos os planos deles. Derruba dos seus tronos reis poderosos. Dá fartura aos que têm fome e manda os ricos embora com as mãos vazias. Ele cumpriu as promessas que fez aos nossos antepassados e ajudou o povo de Israel, seu servo.
Lembrou de mostrar a sua bondade a Abraão e a todos os seus descendentes, para sempre.
Maria ficou mais ou menos três meses com Isabel e depois voltou para casa.

 Assunção de Maria ao céu 

O dogma da Assunção afirma que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial.
Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1o. de novembro de 1950, na Constituição Munificentissimus Deus:
"Declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".
Por que é importante que os católicos recordemos e aprofundemos no Dogma da Assução da Santíssima Virgem Maria ao Céu?
O Novo Catecismo da Igreja Católica responde à esta interrogação:
"A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos"(966).

E o Papa João Paulo II, em uma das suas catequeses sobre a Assunção, explicava:
"Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que 'escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial"(JPII, 15/agosto/97).

Leitura Orante

- A todos nós que nos encontramos neste ambiente virtual,
paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto Lc 1,39-56.
No episódio da Visitação, Maria e Isabel viveram uma experiência inédita de si mesmas, quando uma se abriu para a experiência da outra, para a habitação de Deus na outra.
No momento, elas conseguiram assumir em si a outra pessoa, ou outro projeto de Deus. Elas se visitaram enquanto mães. Elas se reconheceram enquanto pessoas amadas e chamadas por Deus. Elas vibraram de alegria e se abençoaram enquanto foram capazes de escutar uma outra voz, capazes de agradecer, e de rezar.
Os bispos do Brasil, nas Novas Diretrizes da Igreja (2011-2015) apontam para a gratuidade e missionariedade, sempre a "partir de Cristo". É o que vivem Maria e Isabel.
A solidariedade é uma resposta ao chamado de Deus e, de qualquer maneira que ela seja vivida, constitui sempre uma forma ativa de compromisso, é um serviço recíproco.

2. Meditação (Caminho) 

O que o texto diz para mim, hoje?
Convida-me a ser uma pessoa solidária. Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: "Agora, desde Aparecida, Maria convida-os a lançar as redes ao mundo, para tirar do anonimato aqueles que estão submersos no esquecimento e aproximá-los da luz da fé. Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo." (DAp 265).
No episódio da Visitação é difícil dizer qual das duas mulheres precisava da outra, qual delas auxiliava e servia a outra. Nós estamos acostumados a dizer que Maria foi ao encontro de Isabel para servi-la: isso por força do hábito, e que empreendeu uma viagem para ver a outra. Mas a dinâmica desse episódio não é assim tão simples. A obrigação que motivou a visita de Maria a Isabel, segundo nos informou Lucas, não era uma obrigação de caráter material, de serviços práticos, desses auxílios caseiros que Isabel poderia receber sem problema algum por outras vias. Era uma necessidade que elas tinham de se confrontar na fé.

3.Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus? Faço minha oração pessoal e rezo a Maria:
Odogitria Pan-Haghia
Pe. Zezinho, scj
Odogitria
Mostra-nos, Maria, os caminhos de Jesus
Odogitria
Mostra-nos, Maria, o caminho pra Jesus
Pan haghia, toda santa és Maria
Pan haghia, toda santa és Maria
Sabes conduzir
Sabes conduzir ao teu Jesus
Quem procura uma luz

CD Quando Deus se calou, Pe. Zezinho, scj
http://bit.ly/jfrWG0

4.Contemplação (Vida e Missão) 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus e o coração de Maria, reconhecendo as graças que Ele nos concede a cada instante.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 

--
Fr. George Grima
Moviment Missjunarju Gesu fil-Proxxmu
103, Charity Street Victoria VCT1204
Gozo Malta
T. +356 21 556 453
F. +356 21 560 110
E. gfpmta@gmail.com
I. www.maltamission.com

domingo, 5 de agosto de 2012

Vocação

Assumimos o compromisso de cristãos



No quadro da sala um cartaz com a frase: “Aqui mora um cristão que foi batizado em criança, aderiu a esperança e deseja um mundo irmão.”

A reflexão vai longe no grupo sobre o que é vocação. Sabemos que vocação é um chamado especial de Deus às pessoas para servi-lo. Ouvimos o chamado, mas assumimos o compromisso que esse chamado nos impõe?

Assumir este chamado de Cristo significa vencer as tentações no caminho a seguir: comodidade, a sede de poder, o desânimo, a dureza de nossa caminhada, o tempo, nosso esforço aparentemente não correspondido, incertezas e preocupações.

Além disso, muitas vezes, o chamado exige de nós uma ruptura de nossas concepções, preconceitos. É preciso sabedoria para distinguir o que fazer num mundo de contrates e contradições.

Nossa incapacidade de aceitar os desafios, a fragilidade de nossa fé, nossa omissão, só podem ser vencidos se confiamos em Deus. Amor, coragem, criatividade, otimismo, vontade de comunhão e paciente caridade tem que ser vivenciados cotidianamente e com entusiasmo e são meios eficazes de vencermos os obstáculos e será, então, nossa resposta ao chamado de Deus.

Deus continua acreditando no seu povo, continua confiando na coragem do líder, continua confiando em você. Na esperança de um mundo melhor, vamos juntos no barco d'Ele.