Catequese

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Os problemas de Noé

Encontro: Instituição da Eucaristia
“Quem come a minha carne e bebe o meu sague tem a vida eterna”
Jo 6, 54


Reflexão para o catequista

“A Eucaristia é a fonte e o ponto mais importante de toda a vida cristã” (LG 11).
“Todos os serviços, os sacramentos, estão ligados à Eucaristia e a ela convergem, como os rios convergem para o oceano. Por que? A Eucaristia tem todo o bem da comunidade: o próprio Cristo, nossa Páscoa.
Ela é plena comunhão com Deus e com o Povo de Deus” (cfr CIC 1324).

Como é chamado este sacramento?
Eucaristia – porque é a ação de graças a Deus, lembrando as maravilhas acontecidads no Antigo Testamento, celebradas também nas refeições. A criação, a redenção e a santificação do povo de Deus são conteúdos presentes nas ações de graça do povo de Deus.
Ceia do Senhor – é o memorial da Ceia de Jesus com os apóstolos, antes de sua paixão, e anúncio das ceias das bodas eternas.

A refeição é uma ocasião para as pessoas se reunirem e se verem. É um momento de alegria comum porquen na mesa todos se conhecem, se encontram e conversam.
Cristo ficando no centro da união e alegria, quer mostrar-nos que não existe verdadeira união sem Ele. Por isso, o Sacramento da Eucaristia é um sinal de unidade.
Para nos dar este sinal escolhe uma refeição especial: a refeição de Páscoa.

A ceia foi verdadeira refeição, onde Jesus e seus discípulos comeram e beberam. Esta refeção, organizada por Jesus e seus dicípulos, foi uma refeição sagrada.
Jesus pegou o pão e o vinho e disse: “Isto é meu corpo entregue por vós, este é o cálice do meu sangue que será derramado para o perdão dos pecados”.
Na celebração da última ceia com os discípulos, Jesus mostra que está misteriosamente presente como alimento para aqueles que comem da sua carne e bebem de seu sangue.

Objetivo: resignificar o sentido da Eucaristia para a vivência da Santa Missa e da comunhão com os irmãos.

Acolhida

- Preparar ambiente da sala com antecedência.
- Montar altarzinho com Bíblia, vela e imagem de Nossa Senhora.
- Receber as crianças com alegria
- Cantar uma música de acolhida ou fazer a oração inicial com sinal da cruz e invocação do Espírito Santo cantados.

VER

- Mostrar um cartaz com mesa pobre, vazia. Um cartaz com mesa farta e outro, com uma família reunida.
- Trocar ideias sobre os cartazes.
- É na hora da refeição que a família se reúne e tem oportunidade de partilhar, juntos, a vida, comentando os acontecimentos do dia, rezando...
- Jesus também fez esses gestos de amor, doação e unidade. Quem se lembra da refeição que Jesus fez antes de morrer?

ILUMINAR

Ler e comentar: 1 Cor 11, 23-26

Na quinta-feira Santa, Jesus ainda:
- instituiu o sacerdócio;
- instituiu a Eucaristia – Lc 22, 19-22
- lavou os pés doa apótolos, numa atitude de serviço - Lc 13, 4-5
- deu um novo mandamento: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” – Jo 13, 34-35

Para concretizar isso, Ele tomou o pão, abençoou e disse: “Tomai e comei todos vós, este é o Meu Corpo que é dado por vós”. Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele tomou o cálice, abençoou e disse: Tomai e bebei todos vós, este é o Meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança; fazei isso em minha memória” Lc 22, 17-22.

A Eucaristia acontece na Missa, na hora da Consagração. A hóstia se torna Corpo de Cristo e o vinho o seu Sangue.
A Eucaristia é muito importante porque:
- Na Eucarista Jesus está vivo e presente.
- Cristo a instituiu.
- A Igreja faz isso para celebrar a sua memória.
- Em todas as missas, Jesus se torna presente, como alimento espiritual.

AGIR

1) Comprometer-se em repartir o pão com que não tem.
2) Mostrar a união, sendo mais amigo em casa, na escola, no trabalho e na catequese.
3) Visitar a Igreja e procurar o Sacrário (onde Jesus está), pedindo a união e radecendo as graças recebidas.

CELEBRAR

Levar pãozinhos e suco de uva e partilhar com as crianças em um momento de oração e canto sobre a Eucaristia.

Lectio Divina

Explicação e passos da Leitura Orante da Bíblia.












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domingo, 7 de agosto de 2011

Jonas e a baleia

Uma menina estava conversando com sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.

A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.

Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.

A menina disse: "Quando eu chegar no céu, vou perguntar ao Jonas".

A professora perguntou: "E se Jonas tiver ido para o inferno?"

A menina respondeu: "Aí você pergunta a ele."

Planejamento de encontro de catequese

Batismo de Jesus
“Este é meu Filho amado; nele está meu agrado” MT 3, 17

Reflexão para o catequista

O povo israelita esperava a vinda do Messias para se libertar dos romanos e poder voltar a viver em liberdade, como nos tempos de Davi e Salomão.

O povo de Deus vive sempre dominado por povos estrangeiros, umas vezes babilônios, outras por romanos ou outros. Tem esperança de que com a vinda do Messias a ser enviado por Deus, será libertado dos romanos.

Jesus nasce e cresce no meio de todos, vivendo como qualquer outra pessoa. Trabalha com a família, reza, estuda, mas na se manifesta ao povo. Quando tem cerca de trinta anos, vai até o rio Jordão para ser batizado. Jesus é plenamente integrado a comunidade, por isso, aceita ser batizado por João.

No Antigo Testamento, o profeta Isaías, assim como outros profetas, anunciaram a vinda de Jesus, o Salvador.

João Batista foi o último profeta do AT, embora sua história esteja no NT e é o último a preparar os caminhos do Senhor, a preparar o povo para a chegada de Jesus, pois ele prega o batismo de penitência, onde todos são chamados à conversão, ou seja, à mudança de vida. Pelo batismo que pregava, ficou conhecido como João Batista. João diz que viria alguém de quem ele não seria digno de desatar as correias da sandália.

João era filho de Zacarias e Isabel. Um casal de idosos, muito justo e bom. Eles não tinham filhos. Deus, por meio deles, envia João que vem preparar a vinda de Jesus. Embora fosse primo de Jesus e praticamente com a mesma idade de Jesus, eles não conviveram um com outro. Quando João ficou jovem retirou-se para o deserto, lá vivia com grande austeridade, vestia-se com pele de camelo e alimentava-se de mel silvestre e de outros produtos pobres daquela região árida. Andava pelo deserto da Judéia, junto as margens do Rio Jordão, a pregar à multidões, denunciava as injustiça e anunciava a vinda de Jesus. Morreu decapitado, por causa de sua coragem de pregar a justiça e a fraternidade.

João Batista teve um papel muito importante. Ele convidou o povo a se converter, a ter bom coração. Com isso, o povo se uniu. Quando Jesus começou a pregar a Palavra de Deus, já havia um povo unido, disposto a fazer o que Deus tinha a ensinar por meio do seu filho Jesus. A lição de João Batista até hoje é importante para nós, pois sempre será importante ter um bom coração.

João aceita batizar Jesus porque acredita naquilo que os profetas ensinam. No batismo de Jesus, Deus mostra que Ele é seu Filho, o enviado, o prometido, o filho bem-amado. Por isso nós devemos conhecer a vida de Jesus, qual a sua missão para podermos conhecer melhor a Deus Pai.

Uma pergunta que se faz é sobre o sentido do batismo de Jesus. Se João batizava para o perdão dos pecados e se Jesus não tinha pecado, por que ele se apresentou para o batismo? Jesus precisava de conversão? E não precisava. Mas o batismo era também um sinal de união com aquele grupo de pessoas que buscavam uma vida espiritual renovada. E, no caso de Jesus, o relato de seu batismo serve para apresentar Jesus oficialmente ao povo como Filho de Deus. Tanto que, a partir do batismo, Jesus dá inicio à sua missão.

Por isso mesmo, no relato do batismo, há uma teofonia, ou seja, uma manifestação de Deus. Ouve-se uma voz e o Espírito se manifesta. È como se os escritores sagrados quisessem mostrar que o próprio Deus se apresenta a seu Filho. Mas lembre-se de que teofonias são construções literárias. Será que o povo ouviu mesmo uma voz? Jamais saberemos com certeza. O certo é que o povo entendeu que Jesus era o enviado do Pai, ou seja, o messias esperado. E será que de fato desceu uma pomba e pousou sobre Jesus? Também não importa. O certo é que o povo entendeu que Jesus estava cheio do Espírito de Deus, conforme profetizou Isaías (Is 11, 1-9). Mas o Espírito santo não é representado entre nós até hoje por uma pomba? Sim. Os autores acharam que esse símbolo era bom. E continua sendo, até porque não há outro melhor. Não é fácil representar um espírito, quanto mais um Espírito Santo. Então, a teofonia virou símbolo: assim como uma pomba desce do céu e pousa sobre nós, o Espírito também desce do céu e repousa sobre os fiéis. Ao dizer que o Espírito desceu “como pomba”, pode ser que o autor sagrado tenha querido dizer não que o Espírito Santo tenha assumido essa forma, mas que tenha descido do mesmo modo como uma pomba ou qualquer outro pássaro desce do alto e pousa.

Objetivo: 
Levar a criança a perceber que Jesus sendo batizado dá o exemplo de compromisso com a missão de construirmos um mundo melhor.

Acolhida:
- Preparar ambiente da sala com antecedência.
- Montar altarzinho com Bíblia, vela e presépio ou imagem da Sagrada Família
- Receber as crianças com alegria
- Cantar uma música de acolhida ou fazer a oração inicial com sinal da cruz e invocação do Espírito Santo cantados

VER

Conversar com as crianças perguntando se elas foram batizadas, se sabem onde foram batizadas, quando foi. Se sabem o que é o batismo e porque nos batizamos.

Contar a seguinte história: “a comunidade de Santa Luzia vivia num clima de desunião: o povo não se entendia, ninguém se ajudava, lá não tinha padre. Ninguém mais sabia o que fazer, até que um dia o Sr. João veio dar a boa notícia: viria para comunidade um padre. O povo foi preparado pelo Sr. João para recebê-lo. Ele chegou e foi apresentado a todos. O padre começou a organizar a comunidade e cada um recebeu uma missão. Assim todos começaram a trabalhar unidos.”

ILUMINAR

- Ler a passagem bíblica: MT 3, 1-17
- Explicar comparando com o texto bíblico.
- Falar um pouco sobre João Batista, deixar claro o sentido do batismo de Jesus e o sentido do nosso batismo, conforme breve explicação que está na reflexão para o catequista.
- Crianças que não foram batizadas, serão batizadas. Anotar o nome delas e telefone.

Conclusão

Assim como Jesus, nós também somos muito amados por Deus. Aquela frase bonita que Deus disse no dia do batismo de Jesus vale para nós também. Nós somos os seus filhos amados em quem ele põe todo o carinho e seu afeto. A partir do nosso batismo, nós assumimos este compromisso de viver como filhos queridos de Deus, buscando sempre o que é bom e deixando para trás o que não presta, pois, agora, também nós estamos cheios do Espírito Santo de Deus, que é sua força em nosso coração. Pelo Batismo, estamos bem unidos a Jesus e nada pode nos separar dele.

AGIR

Combinar com as crianças que descubram a data do seu batismo e tragam escrito na próxima semana.
Fazer um cartaz para a próxima semana com o título “A turma de Jesus”. Escrever o nome de cada criança, a data de aniversário e do batismo.
Entregar para cada criança um cartão/mensagem, tipo marcador com a imagem de João Batista batizando Jesus. (É possível comprar nas livrarias católicas).

CELEBRAR

- Condução para oração final.
- Canto conhecido
- Colocar diante da turma uma vasilha com água e um ramo para aspergir a todos no fim da oração. É só uma lembrança do nosso batismo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Profeta, Sacerdote e Pastor

Vocação Batismal

Todos os católicos formam a família de Deus, a Igreja. E a porta de entrada do cristão na Igreja é o batismo.
Por meio desse sacramento, os cristãos são incorporados à grande família de Deus e vocacionados à santidade. De fato, todos nós somos chamados a ser santos, a viver as bem-aventuranças (cf. Mt 5, 1-12). Já afirmava o papa João Paulo II: "A dignidade do fiel leigo revela-se em plenitude quando se considera a primeira e fundamental vocação que o Pai, em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, dirige a cada um deles: a vocação à santidade, isto é, à perfeição da caridade. O santo é o testemunho mais esplêndido da dignidade conferida ao discípulo de Cristo". E nós nos tornamos santos por meio daquilo que realizamos no dia a dia.
Como membro do Povo de Deus, o cristão se torna responsável pela missão primeira da Igreja: anunciar e testemunhar Jesus Cristo à humanidade toda. "Essa evangelização é tarefa de todos os fiéis, chamados em virtude de seu batismo a serem discípulos missionários de Jesus Cristo. De modo especial, o laicato, devidamente formado, deve atuar como verdadeiro sujeito eclesial.
Todo cristão só faz jus a esse nome enquanto acolhe a pessoa de Jesus Cristo e assume sua missão pelo Reino. Só assim ele transforma sua vida, orientando-a pelo estilo de vida do próprio Jesus. A missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. Ela não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, tornando visível o amor misericordioso do Pai, especialmente para com os pobres e pecadores.
Essa missão, portanto, diz respeito a todos os batizados: ao papa, bispos, sacerdotes, religiosos e cristãos leigos. Pelo batismo, os cristãos leigos tornam-se "participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo".
O cristão realiza a sua parte na missão sacerdotal de Cristo à medida que se consagra e consagra tudo o que faz no seu dia a dia a Deus: sua vida familiar, seu trabalho e sua atuação na sociedade. O cristão fala com Deus pela vida de oração, ouve a Deus por meio da escuta da Palavra e santifica tudo aquilo que realiza. Procura conhecer melhor os ensinamentos de Jesus Cristo, sua Igreja, os sacramentos, tudo, enfim, que diz respeito ao crescimento de sua fé. Participa do sacerdócio comum de todos os fiéis, tornando-se ponte entre Deus e seus irmãos de fé, sendo sinal do amor de Deus para as pessoas de sua família, para seus vizinhos, para seus irmãos de comunidade.
A participação na missão profética acontece quando o cristão coloca suas palavras e sua vida a serviço do anúncio de Jesus Cristo a homens e mulheres de seu tempo. Assume a missão evangelizadora da Igreja no lugar em que vive ou, sentindo-se vocacionado, em lugares mais distantes. Essa participação ocorre ainda quando o cristão denuncia tudo aquilo que contraria o projeto de amor de Deus, tudo fere a vida e a dignidade do ser humano, desde a sua concepção até seu fim natural. O cristão não pode se calar e se omitir frente aos erros e males que afligem a vida das pessoas. É cotidianamente chamado a ser profeta, apontando soluções para os problemas que afetam seus irmãos. Deve, por isso, ser uma pessoa atuante na vida de sua comunidade, participando de associações de moradores, conselhos comunitários, sindicatos, organizações não governamentais comprovadamente sérias e de partidos políticos voltados para o bem comum.
A missão real ou pastoral consiste no ordenamento e na organização do mundo para o bem de todos os homens. O cristão deve participar ativamente da organização da sociedade em vista do bem-estar de todos. Preservação do meio ambiente: cuidado com o ar, evitando a poluição, cuidado com a água, combatendo o desperdício; empenho pela construção de estruturas sociais justas, que favoreçam a justiça social, com a equânime distribuição da riqueza entre todos, luta pelo emprego e salário dignos para todos; atuação na defesa dos direitos básicos de moradia, saúde e educação de qualidade para todos; são algumas frentes onde o cristão cumpre sua missão real.
O verdadeiro discípulo e missionário de Jesus Cristo deve ser na paróquia uma pessoa comprometida com seu batismo. Uma criatura nova, que assume em sua vida a função sacerdotal, profética e real de Cristo para a construção de uma sociedade que seja família para todos, onde a vida se manifeste em sua plenitude.
(Do livro "Discípulos e missionários na paróquia", Luiz Gonzaga da Rosa, Paulus Editora)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pedagogia de Jesus

Estes slides são de uma palestra sobre a pedagogia de Jesus Cristo e apresentam de forma sintética o conteúdo. Se você deseja aprofundar-se no tema consulte a bibliografia.













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segunda-feira, 25 de julho de 2011

O silêncio

Na agitação de nossos dias, na velocidade do tempo de nossa vida, estamos tomados pelo barulho externo e interno e silenciar é algo bem difícil.
Mas o silêncio guarda a intimidade conosco mesmo e com Deus.
Quando conseguimos silenciar nosso corpo, nossos pensamentos, é que encontramos respostas às nossas aspirações e descobrimos as virtudes e valores impressos em nossa alma.

“É no silêncio que germinam os sentimentos que se transformam em palavras, gestos, atitudes e experiências vitais de amor, alegria, paz, justiça, gratidão, fortaleza, liberdade, como também medo tristeza e angústia”. (Liturgia em Multirão - CNBB)

Com Maria, foi no silêncio de sua oração que Deus veio e realizou sua Palavra. Esse silêncio de Maria tornou-se atitude através de seu SIM à vontade de Deus.

O silêncio do qual falo aqui é o silêncio de Deus que não é vazio e sim plena comunicação entre Deus e a pessoa, o silêncio no qual Deus está na Eucaristia, nos templos e em nós a espera de nossa resposta.

“Sempre que temos medo de nós mesmos, temos medo de Deus. E toda vez que fugimos de Deus, fugimos de nós mesmos”. (Frei Patrício, ocd)
O silêncio de Deus é o silêncio do amor que nos move a atitudes de amor.

“Existe uma única língua que se fala na cidade de Deus, a língua da caridade. Os que falam melhor falam em silêncio”. (Thomas Merton)

(Foto retirada do Blog Ocaso Real)

Oração
(Do livro “O barulho que adoece e o silêncio que cura” de Frei Patrício, ocd)

Senhor,
peço-Te o dom do silêncio
de todo o meu ser.
às vezes sinto-me confuso, cansado,
a cabeça parece um ninho de abelhas,
o coração agitado como um mar de tempestade,
os sentidos revoltados, desejosos de se satisfazer.
Necessito, Senhor, silenciar.
Peço-Te, Jesus, levanta a tua mão
como um dia fizeste sobre o mar em revolta
e a calma voltou.
Toca-me, Senhor,
para que volte a paz em mim
e todo o meu ser seja sereno e tranqüilo.
Que não me deixe, Senhor,
levar-me pela violência
e pelo barulho que adoece,
mas pelo silêncio que é amor!
Que Maria, a Virgem do Silêncio,
me ensine a silenciar
para escutar só a palavra de Deus
e as necessidades dos irmãos.
Amém!